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ADO.NET é um conjunto de classes do .NET Framework, desenvolvidas para facilitar o acesso das aplicações à bases de dados de diversos tipos, especialmente bancos de dados, como Access, SQL Server, Oracle etc.
Representa uma evolução e uma revolução no ADO (ActiveX Data Objects) utilizado até o Visual Basic 6.
ADO.NET é uma evolução desse modelo, e uma revolução pois foi construído “do zero”, sem reaproveitar a tecnologia ADO. Sua única herança é o nome, e mesm o assim somente sua abreviação, pois ADO.NET não significa ActiveX Data Objects.NET e sim, simplesmente, ADO.NET.
A equipe da Microsoft procurou manter m uitos dos conceitos do ADO.NET semelhantes aos do ADO tradicional, apesar de mudar totalmente a sua arquitetura. Com isso os desenvolvedores com experiência no ADO podem se familiarizar com o ADO.NET mais rapidamente.
Na verdade ainda é possível utilizar o ADO tradicional através da interoperabilidade com objetos COM, porém recomenda-se a migração para o ADO.NET, um a arquitetura mais madura e m oderna para acesso a dados.
Pensando no “mundo conectado” no qual vivem os hoje, a Microsoft desenvolveu o ADO.NET com características especiais para facilitar o desenvolvimento nesse contexto:
- Acesso desconectado: para manipular os dados não é necessário manter ativa uma conexão com a fonte dos dados. Isso é muito importante em aplicações onde o bom desempenho é fundamental, como páginas Web e aplicações para dispositivos móveis. Esse talvez tenha sido o principal foco da equipe de desenvolvimento do ADO.NET e a principal mudança em relação ao ADO tradicional.
- Integração com XML: o XML é um padrão aberto para transferência de dados. ADO.NET faz sua com unicação nativa em XML, facilitando a interoperabilidade entre plataformas heterogêneas.
- Tudo pode ser uma fonte: diferente do ADO, que era focado no banco de dados, o ADO.NET tem a habilidade de conseguir extrair dados de diversas fontes, além dos próprios BDs, tais como: arquivos XML e qualquer fonte que puder ser acessada via XML ou OleDb.
- Representação comum dos dados: permite que os dados sejam manipulados pelos mesmos objetos, independente de sua fonte ser um banco de dados, um arquivo XML ou qualquer outra. Isso permite que os desenvolvedores não se preocupem em como manipular dados de diversas fontes, pois uma vez conhecendo a arquitetura do ADO.NET, a manipulação desses dados é feita sempre de forma muito semelhante.
- Caching: é possível armazenar dados em cache para melhorar a performance de aplicações ASP.NET.
Com isso o ADO.NET consegue prover aos desenvolvedores grandes vantagens, tais como:
- Interoperabilidade: através do padrão XML.
- Escalabilidade: através de recursos como o pooling de conexões e dados desconectados.
- Produtividade: um modelo de fácil compreensão, e recursos como os Typed Datasets permitem o desenvolvimento rápido de camadas para acesso a dados.
- Alto desempenho: o modelo desconectado consegue um ganho de performance muito grande, principalmente em cenários de uso intensivo de banco de dados.
Vejamos o modelo de objetos do ADO.NET:
O ADO.NET é dividido em dois grandes grupos:
- Managed providers: objetos que não armazenam dados, porém se ligam diretamente à sua fonte e conhecem sua origem. Usados para ler e escrever em bancos de dados, são eles: Connection, DataAdapter, Com mand e DataReader. Há classes de acesso a dados especiais para: SQL Server, Oracle, ODBC e OLE DB;
- DataClasses: são os objetos que podem armazenar e manipular dados, mas não sabem sua origem, nem o que significam. São eles: DataSets, DataTables, DataRows, DataColumns, DataRelations, Constraints e DataView.
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